Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Mudamos!

O vida moderna está ativo no endereço:

www.blogbolsadevalores.com.br

Visitem =)

bjs,

Érica Hans

Quarta-feira, Julho 22, 2009

[Libertação]

Segurou a tesoura na mão e olhou para o espelho fixamente.
Havia cansado daquele heroísmo delineado, resolveu de vez viver por linhas tortas.

Mirava seus olhos sem cores, mas com todo o reflexo do seu eu interior: se via no avesso, redonda, quadrada, sorrindo, rodando...de repente após tanto tempo ela estava lá.

E esse seu novo espalhar pelo mundo não podia seguir um padrão minimalista, tampouco de pudores, e formas previstas pela ótica magnética da ordem.

Agora só grudariam folhas ao vento, sem tempo, com pressa e rispidez.

Seria inconsequente no último teor, e ao picotar a tesoura no mundo não cortaria mais seus próprios pulsos, como vinha fazendo.

Passou pela direita, esquerda, acima e abaixo,
prendeu com a faixa e o grampo,
e ria como uma louca desvaiarada,
sem noção,

Criou sobre a testa uma cortina para celebrar seu novo palco,
repleto de atitudes que ninguém aprovaria ou ia reconhecer,

mas se cortar os defeitos pode ser perigoso(*)

aparar as arestas que te limitam é muito, muito libertador.

*Erica Hans

(* clarice lispector)

Quinta-feira, Julho 16, 2009

[Reciclagem e novidades por aí!]

Queridos leitores,

Estou na maior correria para lançar o novo blog - produção de conteúdo, novo layout, programação, parcerias- por isto a ausência.

Ocasionalmente estou escrevendo no Diário de Solteiro e sempre online no Twitter, lógico.

Enquanto isso, também dá para navegar pelos arquivos. Olhar para o passado é sempre bom.

Fica a indicação de um que eu gosto muito!
O dia em que eu não tinha dois reais

Obrigada a todos que escreveram! Fiquem a vontade para mandar e-mail! ericahans@gmail.com

Bjs ;)

Érica Hans

Quinta-feira, Junho 18, 2009

[Crônicas de um dia triste]

Ela se olha no espelho com certa raiva, pois já não vê a mesma menina doce de sempre. Deixara muito menos açucarado seus olhares para o mundo e aquilo lhe metia medo. Medo sem enfeite. Medo sem nome. Medo de modo substantivo mais descarado. Tinha até medo de chorar, pois com lágrimas sua estárua de pedra derreteria sem solução.

Olhava no espelho e via refletido um monte de barbaridades. Estranho que, seus olhos profundos que enxergaram a vida de forma bárbara, agora barbarizavam tudo. E se estranhava no espelho. Tinha forma de ameba se expandindo pelas paredes, dominando o espelho, engolindo sua pessoa. Escorria aos poucos naquele formato do eu mesmo e de repente não era nada? Sem lágrima pra ser gente. E sem espaço pra chorar.

Estar sozinha é uma ousadia pra si mesmo.
Era hora de qualificar se ela era então companhia vinte mil vezes melhor do que a todos os outros com quem já dividira a sua vida e julgara.

A música dizia que ele ia encontrá-la refeita. E ela não era ninguém.
Não era ninguém mais pois nem sabia do que era, e nessa estranheza toda não sabia do que era feita.

Se era de fé ou de fel,
de marcas ou de marcações,
Dores ou certezas de até onde podia chegar.

Tinha uma fenda no meio do peito
E vivia ali com uma perna em cada ponta
Espacando-se ao meio,
Vez ou outra deitando-se para auxiliar alguem atravessar a própria ponte,

Ela era Deus e duas mãos a desabafar em texto.

Sem fotografia sem retrato. Sem porta retrato e sem parede para segurar o prego.
Ela era o prego solto no mundo, arrastando o quadro a pé mas morrendo de medo de dependurar-se.

Queria ser livre de suas próprias desigualdades,
Ah, ela nao aceitava o erro de ninguem, porque se nós somos os outros o erro alheio também é o erro do mundo,

e seus erros se tornavam assim tão grandes
imensos, universais
que ao pisar em falso sentia que destruía uma humanidade inteira.

Sentia falta do homem que não se foi mas a assustava como um fantasma,
como uma lembrança viva quase triste
por ver passar e se desfazer no meio da multidão.

Assim sentia-se sem sobrenome,
Sem genética e sem certidão de nascimento.
Sem promessa de paredes para pendurar seus pregos com as fotos dos seus filhos das suas promessas e da sua própria escuridão.

* Erica Hans

pode crer eu to bem eu to indo / to tentando vivendo e pedindo / eu nao faco questao de ser tudo / so nao quero nao vou ficar mudo / me perdoe essa inseguranca / e que eu nao sou mais aquela criança / eu cresci e nao houve outro jeito / nem voce nem ninguem ta sozinho / voce faz parte desse caminho / que hoje eu sigo em paz

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Terça-feira, Junho 16, 2009

[Quem fala o que quer, ouve o que não quer?]



Que atire a primeira pedra quem nunca passou pela seguinte situação:

Uma pessoa vai e fala ou faz algo que na idéia dela acha que tem direito de fazer.
Você fica quieto.

Aí a pessoa vai de novo e fala outra coisa ou faz outra coisa pior, ainda se achando em total direito.
Você fica quieto.

Num belo dia, você se "revolta" (atenção para as aspas), dá uma bela de uma resposta pra pessoa e aí quem passa de ruim? Você.

Já perdi as contas quantas 39530593 de vezes isso aconteceu. O pior é quando mais pessoas aderem a causa: até os seus amigos começam a achar que você esta errado.

Será que nos tornamos realmente piores do que estas pessoas em tentar responder a elas, ou no mínimo, por autodefesa? Tem hora que o respeito acaba, excede a sua tarja de "não ultrapasse" e não dá para ficar quieto MESMO.

Somos superiores em ignorar e deixar a pessoa continuar fazendo aquilo? Ou somos burros?

Qual é o melhor a fazer nestas situações? Eu, realmente, não sei.

Fica a questão.


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Segunda-feira, Junho 15, 2009

[Programinhas para o frio]

A temperatura baixou e já está todo mundo encapotado reclamando do friozinho.
Quem me conhece sabe que eu sou fanzona do frio, então separei 10 dicas para vocês curtirem um pouco mais a low temperature!


1. Chocolate Quente da Tia Clélia

Receita de família: faça um mingauzin~ho com nescau (leite+nescau+maizena), sendo 1 copo por pessoa.
Quando tiver engrossado, coloque açúcar, bata com leite ninho, conhaque ou rum a gosto.
Sirva com canela.


2. O famoso combo fondue + vinho

Caso vá tomar com mais gente, você pode aumentar a receita com requeijão em bisnaga, para render mais!






3. Baralhada em casa

Reforce as amizades: reúna os amigos para jogar uma tranca ou pôker, todo mundo encapotado na manta xadrez!






4. Faça vapor no banheiro

No frio a pele fica mais judiada pois os raios ultra violeta do sol são às vezes até mais fortes do que no verão. Portanto passe bastante filtro solar durante o dia. A noite, deixe o chuveiro bem quente, até fazer um vaporzão no banheiro e lave o rosto com um sabonete de glicerina.



5. Aprenda a fazer tricô

Não vai ser nada ruim ficar com uma lãzinha no colo vendo TV. Sempre tem uma titchia pra ensinar.



6. Sopa emagrece!

Por mais que no frio a gente coma mais, lembre-se que sopas de legumes emagrecem quando tomamos no jantar!



7. Desenterre a papelada

Sente no chão, no tapete de preferência. Coloque uma música gostosa e jogue tudo que tiver em gavetas no chão: fotos, cartas, chaveiros, agendas, tranqueiras. É muito gostoso fuçar o passado.



8. Já é que pra passar frio, vá pra um lugar mais frio ainda.

Campos de Jordão, Monte Verde, Rio Grande do Sul. Joga no Google porque atrações nestes lugares não faltam!



9. Durma, durma e durma.

Dispensa explicações!




10. Chute o balde

Desencane desse papinho que no frio não dá pra fazer nada e leve sua vida normalmente: vá pra balada, tome sorvete... o importante é ser feliz.




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[Simulador de decoração]


Diquinha expresso:

Está a fim de trocar as cores da parede e não sabe se vai ficar bom?

No site da Coral tem um simulador bacanudo. Ele dá dicas se a cor gera uma sensação de aconchego, tranquilidade, entre outras. Tem também um simulador de ambientes bem legal.

No site da Suvinil, eles oferecem um serviço parecido. Você sobe as fotos e pronto - se ficar feio, é só fazer de novo.

Baccos


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Quarta-feira, Junho 10, 2009

[Porque tem tanta gente solteira? A culpa é da evolução.]

Esse texto é fruto de um longo bate papo over wine, com um amigo que cá entre nós considero uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e preferiu manter sua identidade secreta (ui). Está longo mas vale muuuito a pena ler!

No iníicio do mundo, tempo das cavernas, onde cada um era o que realmente era, sem influências sociais, as mulheres tinham como missão de vida achar o melhor macho possível (o alpha dog). A mulher tinha que se dedicar a arrumar um bom reprodutor para ter sua prole boa e bem protegida enquanto o homem tinha que tentar fecundar o maior número de mulheres possível para tentar manter os seus genes na terra.

Com a evolução, as mundaças comecaram a surgir: a mulhar então servia para o sexo (que o homem precisa muito mais que a mulher) e o homem entrava com a proteção.

Nos dias de hoje (lembre que somos os mesmo homens e mulheres com os mesmos instintos apenas talhados para a nossa realidade), a mulher continua querendo seguranca/proteção. A diferença é que hoje em dia a gente não precisa mais de homens que matem dinossauros e sim de um homem que dê estabilidade emocional, social e financeira (isso atende os pré requisitos da pirâmide de Maslow – que é para o que nós vivemos).

O homem bom de hoje é o cara que vai estar do lado da mulher quando ela quiser chorar, que tem opinião forte e sabe guiar a familia, que nao vai expôr a mulher socialmente (tipo trair em público) e vai dar conforto pra ela e pra família (financeiramente falando) – há quem diga que o aspecto físico também seja relevante.

Conclusão: a mulher “normal” continua com o seu mesmo instinto de procurar o cara mais alpha, porém adaptado a vida moderna. Enquanto isso, o homem busca reproduzir e ter seus gens mantidos na terra, porém como as mulheres não morrem mais com 20 anos e também não há mais a cultura das mil esposas, surge o modelo de família atual.

Quando os homens estão solteiros, eles vão pra balada e pegam todo mundo - sendo isto parte do instinto, então pra eles está tudo certo). Teoricamente, todas a mulheres que ele pegou tem algum (por menos que seja) interesse em ter algo a mais com ele, afinal elas procuram o mais alpha possivel e não a maior quantidade.

Chegamos as mulheres metropolitanas. Com a revolução feminista, as mulheres “mais ousadas” se deslocaram para as areas de produção, que se tornaram as atuais metrópoles. Essas mulheres criaram filhas com preceitos femilistas, que criaram as suas filhas com preceitos feministas and so on...

Entao hoje, nas metrópoles, as mulheres acabaram por ter seu comportamento totalmente deturpado pela criação. Com o avanço da tecnologia, isso se estendeu a mulheres criadas em familias tradicionais. As metropolitanas sao criadas para a competição, pra ser fortes e vencedoras e não mais para serem mulheres 0 como era no início da história.

É lógico que não temos que ser amélias, mas será que cruzamos a fronteira do razoável?

Iisso é muito claro nos relacionamentos de pessoas de 20 e poucos anos. Hoje em dia, uma metropolitana termina um namoro na quinta, sábado vai pra balada e pega 10 caras. Faz isso por 5 semanas, depois arruma outro namorado e a vida segue. A maioria não pára por um tempo pra curar a ferida do termino do namoro, simplesmente vai pra proxima sem estar com o alicerce novamente, o que faz que a próxima relação seja mais rasa e a repeticao do ciclo (termina, pega, namora outro seja mais facil ainda)

E é nesses momentos que agente vê tantas meninas com medos, insegurancas, e todos os tipos de distúrbios psíquicos que ha numa metropole - bote nisso anorexia, bulimia, e a grande influência que as revistas de celebridades e moda exercem. Essas meninas não se sentem nem confortável em falar com a mãe ou amigas sobre isso, afinal, quem sofre é fraco e não faz parte do clube das "born to win".

Voltando as instintos, o homem aceita a família originalmente: terá sexo garantido e pra isso protege a mulher (mulher, que quer ser mãe e não dona do mundo). Hoje são poucos os caras que conhecem uma mulher metropolitana e aceitam ( consciente ou incoscientemente) lutar, brigar e se esforcar para ter uma mulher que de repente pode ir embora (afinal ela é toda independente) e que provavelmente nao fará suas funções de mãe ( cuidar do filho e do marido), como era no princípio.

Enfim, é muito legal ter uma mulher cheia de idéais e atitude. Mas é muito importante ter uma mulher acolhedora, sentimental carinhosa e tal. Agora, é possível ser os dois?

Dai surge o fenômeno de tanta gente solteira:

Pro homem: pra ter alguém todo racional, determinado, lutador e tal e melhor ficar com os amigos e ir pra balada pegar mulher (lembre-se q esse é o instinto original).

Pra mulher: a relação fica tão rasa que é muito facil terminar e ela acaba não aguentando ter do lado dela um cara que exija as caracteristicas q ela não tem (mulher mãe). Pra mulher que fica solteira não é tao humilhante como não ser a super winner que as outras esperam q ela seja.

O que está acontecendo atualmente é que os homens metropolitanos estão se adaptando a esse "fenômeno", optando por ficar cada vez mais solteiros. E os que casam com essas mulheres sempre estão prontos/dispostos a se separar.

E disso tiramos de onde vem toda essa bagunca q virou o mundo, tanta promiscuidade - a mulher passou a trair pra nao ficar pra trás, dar o primeiro passo, dar em cima desesperadamente de homens que namoram e são casados;

Qual seria o ponto de equilíbrio em tudo isso? Eu particularmente acredito que é justamente na pergunta que fiz acima - não cruzar a fronteira do razoável, saber o limite de ser super mulher mas respeitar o fato de ser mulher - sou super a favor de que a mulher precisa ser cortejada bem mais do que cortejar, ser mais recatada (dentro dos padrões atuais), manter uma aura de elegância e educação e fazer realmente seu papel de mãe (ou não teríamos tantas crianças e jovens "fora do cabo".).

E isto não quer dizer que se você é diretora, até mesmo CEO de uma multinacional, você precisa deixar de dar carinho e proteção, que, de um jeito rústico ou não, aparentemente, os homens sempre continuaram tendo.

O que acham?